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Monday, November 23, 2009

A Chegada


Quando chegamos até o “local de trabalho” delas, ficamos de fora, porque acesso era restrito. Estávamos em pleno verão e o sol escaldante queimava a nossa cabeça. Não havia nenhum lugar para sentar. Ficamos horas em busca de que uma delas saísse da toca. O rapaz seguiu trabalhando, levando a comida que tinha sido encomendada até as garotas, porque ele tinha autorização para entrar. Ele levou algumas cartas até elas, que recebiam aquele papel sem ao menos entender o por quê.

Patrícia e eu lembrávamos do livro o tempo todo. O “local de trabalho” delas era todo cercado por grades. De repente, sai uma menina e falamos com ela. Ela nos atendeu super bem, pedimos para levar as cartas que havíamos feito para as demais que não saíam. Uma ou outra saia, e ali descobrimos um pouco da vida diária delas.

Elas trabalhavam a noite toda, pagavam 75€ por dia pelo alojamento. Tinham que cumprir com os horários do café da manhã na íntegra, senão ficava sem comer. A vida delas era monitorada. Elas não podiam sair, e tinham que dar satisfação por qualquer imprevisto. Era uma vida de escravidão. Tinham idades entre 18 e 30 anos.

A minha agonia aumentava: não sabia dizer o que queria, sabia que elas estavam em uma vida que não desejavam. Queria falar com elas, mas como? De que maneira?

Foram poucas as oportunidades que tivemos de falar pessoalmente com elas, porque ficavam escondidas neste local.

Mas uma nos surpreendeu: ela saiu do seu quarto e veio até onde estávamos. Estava ali, diante de nós, e a única barreira que existia entre nós era aquela grade. Naquele momento em que começamos a conversar, e dar uma palavra de ânimo e de esperança, ela desabafou todas as suas frustrações.

Ela nos contava que não tinha outro jeito, não entrou muito em detalhes. Mas ela deixou claro que achava impossível encontrar um verdadeiro príncipe, que nunca iria casar-se.

Ela chorava de tantos problemas.

Naquele dia, decidimos ir visitá-las todas as semanas .

Elas não sabiam que existiam pessoas que estavam disposta a arriscar a vida em prol delas, porque ali estavam os seus “seguranças”, imaginem o perigo que enfrentávamos!.

Elas não sabiam que nós não as julgávamos pelo que elas faziam, mas estávamos estendendo as mãos para ajudá-las. O que nós encontramos foi muita tristeza, que não conseguiam disfarçar.

A seguir falaremos mais do que aconteceu depois.

Wednesday, November 18, 2009

Desafio


A inspiração veio e a oportunidade surgiu!

Havia um rapaz, que era o marido de uma amiga nossa, que trabalhava vendendo comida para as prostitutas. Todos os dias ele ia até esse motel, um prostíbulo disfarçado, para levar os pedidos que elas faziam pelo telefone.

Então tomei a decisão de ir até elas. Eu iria formar um grupo de atendimento e conselho às prostitutas. Então, enquanto eu pronunciava as palavras com as quais queria me dirigir a elas, a Patrícia escrevia a carta.

Combinamos ir até lá na sexta-feira, por volta das 15:00h. Saíamos para o local, que demoramos uns 25 minutos, de carro, para chegar (sem trânsito).

E quem foi?

Eu, a Patrícia e o rapaz.

Eu e a Patrícia estávamos super felizes em ir até elas, mas era um desafio, para nós mesmas. Não sabíamos como seríamos recebidas, nem como chegaríamos até elas.

O rapaz seria o intermediário.

No próximo blog conto mais.

Sunday, November 15, 2009

O que é o amor?

Muitas pessoas pensam que simplesmente amam, mas na realidade não! Por quê?

Bem, vou ser clara com todos vocês... Eu aprendi amar quando eu arranquei de dentro de mim o medo, a vergonha, a timidez - e por aí vai a lista - de todas as coisas negativas que me influenciavam.

Vou contar uma experiência: Eu li um livro que se chama Amor Redimido. Este livro abriu muito os meus olhos, para uma realidade que eu não sabia, sobre a minha pessoa. Esse livro conta acerca de uma menina de 6 anos, que perdeu sua melhor amiga, que era sua mãe. Acabou sendo vendida, pelo seu próprio tio, para um homem que se dizia muito rico. O final da história - esse homem abusou da criança, que acabou sendo levada a um prostíbulo.

Eu tinha uma idéia que as prostitutas eram pessoas sem vergonha. Eu achava que elas queriam destruir lares, com a ousadia delas. E isso sempre me fazia pensar que elas não mereciam minha atenção. As ignorava completamente.

Mas por quê?

Eu me sentia ameaçada quando via seus corpos expostos na rua.

Quando li esse livro, me fez ver brilhar uma luz para uma idéia fantástica! Conto no próximo blog...

Tuesday, October 20, 2009

Meus Pensamentos


Eu não passei por uma lavagem cerebral. Quando é que o cérebro é lavado? Quando você age sem pensar. E não foi isso que me aconteceu! Meu pais me fizeram pensar! E confiaram em mim.

Eu era jovem, tinha uma vida pela frente, podia escolher aquilo que eu sempre quis! Mas não tomei nenhuma atitude, antes pensei comigo mesma: Bom, se as meninas são instáveis, não têm uma família unida, não têm harmonia. Por que eu tenho que invejar a vida delas? Pelas festas, amigos e namorados?

Primeiro, todos aqueles sentimentos que estavam a flor da pele eram traiçoeiros. Quantas não foram as vezes que havia tomado uma atitude ou agido de uma maneira errada simplesmente porque eu seguia os meus impulsos naturais! Eles, na verdade, não eram meus amigos. Olha como que eu estava - Dividida, angustiada e sem a mínima paz!!! Quem me conduzia? Os meus sentimentos, os que eu alimentava.

Mas por quê?

Porque queria me aventurar com amizades que terminariam certamente com um sabor amargo. Amizades que sempre queriam algo em troca. Queriam que eu mudasse os meus princípios, para uma vida vulgar, onde existiam palavrões, desrespeito, insegurança, vícios que para a sociedade estavam na moda era o atual, e as conseqüências eram desastrosas: vergonha, desunião, solidão, perda de confiança, insegurança.

Porque eles ou elas não me aceitavam do jeito que eu era? Porque para eles eu era careta e infeliz. Em realidade eu era infeliz, porque invejava a falsa felicidade que eles tinham. Eles dependiam de aventuras e aventuras, quando chegassem a um momento de compromisso e fidelidade, o que vocês acham que eles iriam fazer? Aceitar mudar? Amar? Renunciar suas amizades ou vícios? E onde estaria a força deles para sair daquela situação? Teriam que buscar tratamentos de psicológicos para saírem adiante? Ué!?? Cadê a felicidade que eles mostram no rosto? Cadê aquela força e independência que eles tiveram desde do início, quando tomaram aquelas atitudes?

Aquele rapaz lindo por quem aquelas garotas estavam apaixonadas, um tempo estava me paquerando e outro tempo estava com uma garota totalmente fora do meus ideais! Como ele poderia assegurar a minha vida no futuro, se eu entregasse aquela paixão? Como podia confiar nele? Ele me paquerava enquanto tinha a sua outra namorada! Os amigos dele, eram pessoas que não respeitavam a ninguém, e criavam até situações a ponto de serem expulsos da escola! E... suas notas? E o futuro? O que me poderia me dar?

É, como diz o ditado: Mostra-me com quem andas, e eu te direi quem és! Eu acredito nesse ditado, pois quem vai andar com alguém que não concorda ou aceita?

Realmente, o que meus pais falavam, tinha fundamento. Mas eles não puderam mudar a minha cabeça, eu mesma tive que pensar e analisar a minha vida. Enquanto o lado das fantasias me traziam incertezas e inseguranças, o lado da vida trazia paz, certeza e um futuro promissor.

Monday, October 19, 2009


Nossa Vivi, como você superou tantas coisas!!! Uau! Como você é forte!

Realmente para muitos o que passou comigo foi algo incrível, foi algo supernatural. Mas não foi porque sou extremamente forte, mas a decisão que eu tomei e a crença que eu tive.

Mas a minha pergunta vai até você: de onde surgiu essa força? Com certeza eu não era nada certinha e nem correta em tudo que fazia. Existia algo em mim que não me deixava avançar também, porque existiam coisas pesadas que eu carregava, e que não tinha como me livrar delas. Pertenciam a minha natureza. Era um tormento! Queria ser feliz, mas não sabia como. Estava dividida.

Os meus pais me apresentaram Deus, através da vida deles, da união, respeito mútuo, etc. Tudo ia muito bem em relação a minha família, mas eu era infeliz. Não me sentia realizada interiormente. Faltava algo.... um namorado talvez, pensava eu. Sentia uma grande vontade de descobrir coisas que os meus pais me proibiam, o mundo afora era algo atrativo. Aquelas meninas da escola pareciam alegres e preenchidas, mas quando abriam a boca, condenavam seus pais e a vida que tinham. Tudo para elas era liberado. Tudo podiam, o que era impossível?

As jovens da minha escola davam aquelas gargalhadas, enquanto eu, de longe, não tinha nenhuma amiga. Tudo parecia melhor do outro lado, as festas, os garotos e até mesma a vida secular.

Mas eu não tinha esse acesso, e nem essa "liberdade" que elas tinham. Eu aparentemente obedecia aos meus pais, mas não tinha prazer no que fazia. Então, como cheguei a conquistar a mudança? Foi algo imposto pelos meus pais? Meu cérebro foi lavado? O que aconteceu? O que me impediu de não fazer o que os meus sentimentos propunham? O que aconteceu?

Comento no próximo blog.

Sunday, October 4, 2009

Nada pode me barrar


Durante 16 anos da minha vida trabalhei em vários países, como: África do Sul, Estados Unidos, Espanha e Inglaterra. Todos eles foram experiências exclusivas, que marcaram tanto a minha vida, como a minha personalidade, pois amadureci muito.

Viver em um país estranho não é nada fácil. Existem culturas diferente e também a fase de adaptação com pessoas novas, que para mim é o mais difícil.

Toda mulher, ou talvez a maioria delas, sente-se inibida por uma nova situação ou um novo lugar. Tudo é muito diferente, especialmente o idioma. Mas, isso não foi um empecilho, e sim uma oportunidade para vencer todas as barreiras que vinham por diante e aprender por mim mesma a atravessá-las.

Quem teme nunca aprende, quem foge sempre será covarde e fracassada. Sim, realmente isso é o que eu levo dentro de mim. Para mim, não existe nada que eu não possa fazer. Sim, existe o medo, a timidez e etc... um monte de coisas negativas. Porém, aprendi desde de pequena que eu não tenho o direito de fracassar, simplesmente porque eu não sei, ou porque me sinto impotente.

Então, qual é o meu segredo?
O segredo que está dentro de mim é a insatisfação. Por que fazer-me pequena quando posso chegar aonde eu quero, pelo Deus que eu creio?.

Eu não creio em Deus simplesmente porque meus pais me falaram, ou fizeram a minha cabeça. Não, e não!!!!! Ninguém me influenciou! Eu creio, porque Ele fez-se vivo à partir do momento em que eu fui sincera com Ele, e cri.

Desde de então, tive a oportunidade de conhecê-Lo, não apenas de palavras, mas sim na minha própria vida.

E a prova de que Ele está vivo é a minha própria vida que mudou, desde que comecei a usar essa força e coragem, de viver o que Ele me pede. Hoje, testemunho não o que Deus fez na vida dos demais, mas sim na minha.

Claro que aprecio e fico super feliz pela vitória dos demais, mas a fé que eu tenho é que tem que acontecer comigo também, porque se eu falo de Deus, eu tenho que ter provas de que Ele é vivo, senão minhas palavras não serão de convicção.

Eu fico muito chateada quando alguém diz que “não pode”, isso me deixa gritando por dentro. Por que não? Quem te faz não poder é você mesma!. Não adianta apenas professar que existe um Deus, e bater palmas para testemunhos, como o meu, isso tem que acontecer em sua vida.

Sabe por quê?
Porque Ele faz essa mudança em todos aqueles que O buscam sinceramente. Ele dá a todos que O querem.

E você, o que está esperando?

Friday, August 21, 2009

Respondo o Porquê da Carta

Meninas, quando eu ia começar escrevendo o meu artigo desta semana, o título já tinha sido publicado "o porquê desta carta", então aqui vai a explicação...

Quando cheguei a Londres, fiquei sabendo, que tinha acontecido recentemente, um problema com a menina que me escreveu, como ela tinha agido incorretamente, várias vezes diante dos demais.

A sua fama era, a de ser uma pessoa completamente desagradável. Mas mesmo assim aquilo, não seria um obstáculo para mim. De maneira nenhuma!!! Muito pelo contrário, eu queria conhecer ela de perto.

Infelizmente, não era fácil, pois ela mesmo se distanciava cada vez mais das pessoas,até da própria mãe, o que fazia com que esta, não entendesse a sua filha. Toda a vez que eu me encontrava com a mãe daquela menina, perguntava por ela. Até que um dia...

A sua mãe (creio eu), foi buscá-la e me apresentou. Ela imediatamente, ficou super sem graça, eu também. Não tínhamos o que falar, mas eu a amei, antes mesmo de conhecê-la de perto. O amor a que eu me refiro, não é o amor que tem os seus próprios interesses, mas sim, que vai muito além.

Ah! Quer saber? Vou falar logo! Um amor compassivo. Não compassivo de pena, mas sim de entender, o que ela enfrentava, mesmo sem saber a sua história ou o seu passado.

Para mim realmente, não importava. Eu sei que muitos pensavam que ela deixava passar as oportunidades e não queria se consertar. Mas para mim, havia sempre uma esperança, que tudo aquilo ia mudar.

Também sabía, que não iria depender somente dela, mas especialmente de mim. O meu dever era ser um salva-vidas, porque eu via que ela mesma não tinha forças para lutar, ela estava se afogando cada vez mais... O pior era, que quando lguém criticava ou a entendia e isso para ela, era um peso a mais, para ela se afundar profundamente e assim levá-la ao abismo.

Todos talvez viam-na com descaso. MAS EU A VI COMO UMA OPORTUNIDADE...

Mas vou deixar vocês, analizarem o quanto é importante, acreditar em alguém que não tem nada para te oferecer.